Polo moveleiro no sul de Minas ganha alavancagem tecnológica
Empresários do setor moveleiro de Passos, no sul de Minas Gerais, participaram do Programa de Alavancagem Tecnológica (PAT) promovido pelo Sebrae/MG. Eles estão implantando mudanças em suas fábricas e aumentando a capacidade de produção, a partir de processos tecnológicos que aprenderam no curso. O PAT atua em pequenas indústrias, facilitando a implementação de conceitos de gestão, produção e treinamento de funcionários. As empresas passaram por análise do processo de fabricação, montagem, sequência de produção, arranjo físico, layout, controle da produção com base na demanda e verificação de estoques. "Os resultados foram tão efetivos que os parceiros locais estão apoiando a realização de uma segunda turma para 2010", diz Fabiana Rocha, técnica do Sebrae/MG em Passos. A Independência Móveis foi uma das dez empresas da cidade que participaram do PAT. A fábrica está no mercado há sete anos. A linha de produtos é composta por cerca de 400 itens, que vão desde armários embutidos, cozinhas planejadas até sofás e adegas. A maior parte da produção (90%) é vendida no atacado, para lojistas de São Paulo. O proprietário, Claudinei Lopes Bomfim, diz que toda a forma de produção foi alterada após a capacitação. "Implantamos o sistema de trabalho em série. Cada marceneiro faz uma parte da peça. Com isso, aumentamos a capacidade de produção sem precisar aumentar o número de funcionários". A mudança é recente, mas o proprietário calcula que em janeiro - primeiro mês em que a fábrica adotou o novo sistema -, houve incremento de 10% na produção. Agora os fabricantes da cidade aguardam a doação de um terreno pela Prefeitura, localizado na sede do Distrito Industrial de Passos. Esta é uma das ações para criar um Arranjo Produtivo Local. Ricardo Andrade, coordenador do setor de móveis de Passos, diz que o grande diferencial do pólo está no tipo de material usado - os móveis são feitos a partir de madeira de demolição. "É uma madeira tratada que apresenta alta durabilidade, não sofre dilatação, nem rachaduras, além de ser ecologicamente correta", diz. Ele calcula que na cidade existam 140 pequenas indústrias moveleiras. Desse total, 70 empresas são formalizadas. A maior parte tem de 20 a 30 funcionários. Os empresários locais começaram a se organizar, com apoio do Sebrae/MG, para organizar um APL. "As indústrias moveleiras movimentam a economia de Passos, mas não somos vistos ou conhecidos como um pólo. Os empresários não têm uma política comercial e isso prejudica as vendas", diz Ricardo Andrade. Para melhorar os negócios uma série de ações estão sendo implantadas, com apoio da Prefeitura, Sebrae/MG e Banco do Brasil. "Estamos tentando conseguir uma linha de crédito diferenciada e teremos cursos de capacitação, inclusive com a instalação de uma escola técnica da cadeia produtiva de móveis", acrescenta. Fonte: Sige PEGN
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